quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Marquês de Pombal






















Nunca se viu tanta gente como agora, são aos magotes tipo pombos, animal este não andasse em bandalheira e seria um pássaro mais nobre, o problema deles é serem muitos. Estamos cansados de pombos e de pessoas, e queixamos-mos uns dos outros, porque vivemos uma crise de excesso, nunca como agora vimos tantas projecções de Egos esborrarem-se-nos na testa. As pessoas sempre estiveram aí, já os pombos penso que tenham sido inventados pelo Marques de Pombal, era nisto que acreditava em criança quando assimilava a baixa pombalina e o saco de grãos que o meu tio comprava a um dealer do milho. Já as pessoas sempre estiveram presentes e com éne hastags possibilidades de se mascarar de outras coisas, nunca contudo de hastag, pois ainda não existia o conceito e só podemos sofrer de Alzheimer depois do Sr Alzheimer ter inventado a sua existência, mas tinha que se cheirar na rua tudo isso, escancarar com a cabeça na real má cara das pessoas e enquanto as internets desta vida não possuírem odores seremos eternamente enganados, burlas houve, há, e existirão no real e na fantasia (podemos chamar-lhe virtual também), contudo antes burlado pelo sabor do pão do que pelo marketing do padeiro,…somos hastags disto e daquilo, somos tudo isso e ainda mais sem limites tipo tarifário moche, somos Benfica, somos erguidos por verbos de pertença, somos Portugal, somos isto e aquilo e o seu contrário também, estupidificados na valorização do alto do nosso conhecimento sobre o mundo e principalmente sobre as pessoas, pois nunca como agora nos achámos cheios de tanta razão, sem nos permitirmos ou que se permitam no meio dela, matamos a possibilidade do universo ao racionalizarmos essa mesma possibilidade, pior que isso, já ninguém lê este texto até ao fim e anseia conhecer o artista, antes tivesse no inicio umas mamas ou o Goucha com um gatinho.  


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