quinta-feira, 25 de outubro de 2012

abrir o peito ao medo












pensa,…amanha estás morto teus sonhos morrerão primeiro que o teu corpo, vais-te agarrar ao concretismo para nessa agustia sobreviveres até lá. Assim das duas três, evitar refletir, olhar para o lado assobiando, delinear uma agenda preenchidíssima para assim o tempo passar depressa e despertarmos para tal já falecidos. Isso, ou abrir o peito ao medo. Profanar todas as ideias e esperanças pré-definidas. Manter a mente clara e iluminada que já pertencemos ao passado tal como nossos antepassados e o mundo vindouro, que está na barriga deste, gritando por pariu, só depois de descermos até à cave do medo mais profundo, haverá esperança que nasça e grite de saúde por uma consciência maior. Dilatar, respirar, procurar na ambivalência beijar a flor e o espinho com mesmo carinho, membros do mesmo corpo é também desenhado o corpo biológico/espiritual do agora. Serei o teu melhor amigo que te esquecerá tal como o wikipédia quando morreres. Não penses num mundo melhor, ninguém se lembrará de ti daqui a 100 anos. Evita lutar, pois cria inércia, taquicardias e ficas mais feio. Despe o pensamento do ter que deixar testamento, património material ou imaterial, filhos educados, livros esclarecidos, entidades certificadas, empresas no psi20, ideologias de bandeiras, brincos de ouro, obra artística, nada, nada a deixar. Tudo que deixares no sangue materialista deste mundo se evaporará no ar com o Tempo. Faz parir o pavor em ti que te estremeça ao ponto de abalar apenas a noção disto, pois a acção está em curso há milénios.