segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Everest












Vou-me mascarar de concreto, pintar os olhos de sucesso, vestir o meu melhor fato de retórico e sair por ai subindo passadeiras vermelhas sangue recto. Dói-me tanto o amanha, que o hoje, nem o sinto nos dedos que pensam. Dedos que trepam corpos arriscam-se a ficar irracionais, esse estado de dormência que pode levar há amputação do coração, devido há afluência do sangue para aquecer as extremidades. Pouco percebo de escalada, mas pratico afincadamente o irracionalismo pensante da subida, e caio logo a seguir no cliché do que conta é o caminho e não a chegada. Afinal nem temos folgo para apreciar a vista.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

isto é um pénis
















Isto é um blog, sabes o que é um blog? Um blog é um phalo, um phalo, um pénis ou, uns saltos doirados que não são mais que um ego,… um ego é um erro, um erro é um nascimento de um blog ou o teu por exemplo,…não há banda sonora em teclas piano de pc,… o romantismo levou-o um morcego, sedento de ser pássaro, no bico imaginário de quem trinca seios em vez de os acariciar.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

querido ego














Perdoai-lhes ego que eles não sabem o que fazem

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Natureza Morta














Desflorar a Natureza mais prístina, na busca pela adrenalina inicial que nos colocou no abismo, em sismos constantes de espasmos anticonceptuais faz parte da arqueologia do amor. Está morto e fossilizado. O Mundo poético já só faz sentido morto de significado, colocado em lindos quadros, blogs livros de admiração exterior. Penas de pavão continuam a deslumbrar mulheres que desejam coxas avolumadas de gajos que as sustentem nos seus débeis saltos de cristal gelo. E essa emancipação feminista apoiada em bandeiras de liberalismos que aboliu o romance tal como o liberalismo financeiro está abolir o estado social. O fracasso dos outros é o nosso sustento e assim correm rios de silêncio intelectual artilhados com potencias phálicas amestradas à resignação.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Fotos texto












De mil espinhos colchão se faz o confortável sono do monge tigre que habita na ilha mais isolada, suspensa em cor-de-rosa cabelos, tecidos por verdes gritos de esperança reflectidos em espelhos de nada.