De Pedra lascada pontas de lança rijas que nem mamilos espetam bocas sedentas de nutrição. Erguemos toneladas e homens há milénios nos nossos ventres. É essa a nossa função. Erguer-vos. Depois de erectos, paridos neste mundo como menires, de orientação celestial, é triste ver que aquele pénis já não jorra nem chora por mim, virou serpente da sapiência moldável ao jogo da matéria, com malabarismos mundanos engana-se constantemente nas suas armaduras de betão. Eloquência adaptativa como a coluna de uma serpente, procura novamente ser firme como uma rocha.
domingo, 29 de junho de 2014
Rainhas da Pedra
De Pedra lascada pontas de lança rijas que nem mamilos espetam bocas sedentas de nutrição. Erguemos toneladas e homens há milénios nos nossos ventres. É essa a nossa função. Erguer-vos. Depois de erectos, paridos neste mundo como menires, de orientação celestial, é triste ver que aquele pénis já não jorra nem chora por mim, virou serpente da sapiência moldável ao jogo da matéria, com malabarismos mundanos engana-se constantemente nas suas armaduras de betão. Eloquência adaptativa como a coluna de uma serpente, procura novamente ser firme como uma rocha.
terça-feira, 13 de maio de 2014
Homo - Diamante (HR Giger)
Nunca gostei do teu traço, da tua imagética, via-te como um
freak grotesco que chocava pela estética pornográfica, mas cedo vi nos
teus desenhos o Futuro que assombra meus pensamentos. Continuo a não gostar da
tua estética e muito menos dos pensamentos que criaste em mim, por isso te
respeito imenso. O teu legado é permitir-me perceber e lutar para que nunca seja
legado para lá da obra. Criaste em mim a noção do Homo-Diamante que tanto
abomino como idolatro, essa necessidade intrínseca no Ser-Humano de
materialização da eternidade hedonista. O dito processo cientifico-ò-evolutivo
da medusa, estrela do mar, reptiliano, australopiteco, habilis, sapiens-sapiens.
Cidades-Indivíduos com memória assente
na cadeia genética de toda a humanidade que regozija, agora, orgasticamente de
prazer constante num planeta morto. A Meta-Ciência como fim indestrutível
da redundância angustiante que é/era a Morte. Já não há morte, apenas circuitos
fixos de upload e download de orgasmos constantes num sistema fechado à vida
decadente do erro e dessa efemeridade erradicada, a MORTE. Por isso digo, e
venha a nós a morte para que a vida continue, algures, aqui e ali para onde
agora foste. Que a tua existência viva agora e plena nos planos mais claros que
jamais serão pintados.
terça-feira, 29 de abril de 2014
Génesis
A serpente sussurrou curiosidade, a curiosidade sussurrou desejo,
o desejo sussurrou conhecimento e da árvore do bem e do mal, rabos em forma de
maça, Adão ousou. Eva foi julgada por transformar um fruto num rabo e um rabo
num coração e um coração que sangra continuamente jamais dará frutos. Dou-te assim ciclos
menstruais, onde serás Sol que aquece e Lua que adormece, matéria, que geme e se
esclarece, contudo, pela arrogância de teres profanado a fruta divina ficarás
numa luta eterna entre o alimento e o desejo de o comer. À Mulher, darei maças
encarnadas suspensas nas suas serpenteantes colunas, que escondem sumo, suma da
vida. A ti Homem, que eras à minha imagem e semelhança o conhecimento será o
teu Carmo, te cairá sobre a cabeça em forma de Espírito Santo na
equação da gravidade para que jamais esqueças da fraca matéria a que és
subjugado. Crucificado em E = MC2.
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