
domingo, 8 de janeiro de 2012
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
o Mago que era Magro















O Mago, magro e alto com olhos de peixe e espinha dorsal no peito, que salta, cada vez que é puxado a terra, como um cavalo-marinho obrigado a cavalgar sobre o peito até ao mar. Cansado de calcorrear clarividência, deseja apenas as trevas da serenidade. Da tenra idade de anfíbio, apenas guarda fotografias de certeza. Viveu todas as vidas, esteve em todos os corpos desses que têm prazer logo dor. E do amor, desse cliché herdou a hipocrisia, aristocracia certeza da crença no além. Dos joelhos e ombros saem ossos que espetam vícios onde se deitam, agulhas que tatuam de droga veias inchadas de encantamento. Enfim o Magro está cansado de ser Mago, da alquimia sentimental investiu na economia do corpo, dê-se o corpo aos animais, patadas na porta quebrarão fechaduras e dessas fugas, vazias manjedouras permanecerão em vão, pois o Mago será sempre Magro.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Oceanos de vidro tesão














Vagas de cristal refinado em caldeiras vulcânicas de pulsões submersas.
Podia ser um eloquente nome de um qualquer almanaque de introdução a uma qualquer receita psicanalista para um qualquer artigo de analogias entre o baço e o mais cristalino vidro na refinação do mesmo. Assim, se por vezes fico mais baço é devido ao arrefecimento tosco. A forja das pulsões foi abafada abruptamente. Já de cristal Ser, apenas reconheço o quebradiço estado de deslumbre. Ui e esse pénis que bombeia cerâmica, um combinado de argila, que agiliza o molde do mineral-Ser que projectas querer moldar. Maleável na criação, enrijecido na maturação é o pénis/carácter Homem nas mãos delas, das oleiras sereias das profundezas vulcânicas.
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Filhos da angústia















Filhos do tédio embriagam-se de rock e rollan dias fora até ser noite infinita de cais em cais, e cais de vez. Atracar em sodré, de pé se possível ou nas mãos acolhedoras de colchões gastos, moldados ao corpo encarquilhado de tempos decepados de pensar, esse verbo que dói. Estes novos marinheiros do vago só conhecem o trago sentido da descida, de um placebo, de um victan, de um copo, de um corpo, de um percalço e no enlaço de um hedonismo laçam ancoras de perversidade para se manterem em terra. O mar deixou de ondular e o medo de ter medo do próprio Medo é sísmico o suficiente para em terra vomitar abismos.
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